23.11.09

Quando George Martin foi mordido por vampiros

Embora em Portugal deva muito da sua fama à saga de fantasia épica As Crónicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin escreveu também outras obras noutros géneros literários. Uma dessas obras é Fevre Dream, um romance de “vampiros” que a Saída de Emergência vai publicar em 2010.

Fevre Dream foi publicado pela primeira vez em 1982. A história tem lugar no ano de 1857. Abner Marsh é o experiente capitão de um barco a vapor, a quem é oferecido o trabalho de conduzir um magnífico e novo barco a vapor: maior e mais rápido que qualquer outro até então construído.

Contudo, os passageiros do Fevre Dream, o novo barco, não são o tipo de pessoas que o capitão está habituado a transportar…

Além dos títulos referidos, Martin é autor de trabalhos como The Armageddon Rag, Windhaven e Dying of the Light. É também editor e colaborador da série Wild Cards. Todos inéditos em Portugal.

A terminar recomendamos a leitura de Fevre Dream... de sonho?, uma crítica da autoria de Gisela Monteiro. – Rui Baptista

Lançamentos: O sítio da das coisas selvagens

“Max é um rapaz que está a crescer e a entrar num mundo que não consegue controlar. O pai foi-se embora; a mãe passa cada vez mais tempo com o namorado; e a irmã está a chegar à adolescência. Ele, por seu turno, refugia-se no interior do seu fato de lobo e entrega-se aos acessos de braveza de que é frequentemente acometido. Um dia, fugindo de uma discussão em casa, encontra um barco e, navegando nele, descobre uma ilha habitada por criaturas selvagens e monstruosas, de quem se tornará rei.”

Escrito por Dave Eggers, O sítio das coisas selvagens é uma adaptação é uma adaptação do livro infantil de Maurice Sendak com o mesmo título, Where the Wild Things Are. Por sua vez, o realizador Spike Jonze adaptou para o cinema a versão de Eggers.

O sítio das coisas selvagens é editado pela Quetzal e tem o preço de 19.95 euros. – Rui Baptista

22.11.09

Crítica: As Crónicas dos Elfos II – A Elfo das Terras Negras




Título original: Les Chroniques des Elfes – Tome II – L’Elfe des Terres Noires

Autor: Jean-Louis Fetjaine
Tradução: Rosário Morais da Silva
Editora: Publicações Europa-América



A dar seguimento a As Crónicas dos Elfos I – Lliane, chega-nos As Crónicas dos Elfos II – A Elfo das Terras Negras.

Neste livro seguimos os acontecimentos que precedem a “guerra em pequena escala” que aconteceu no livro anterior. É-nos então descrita a viajem de Morvryn e Llandon através da floresta e até às cidades dos homens em busca de informação que lhes possa revelar o paradeiro da princesa desaparecida. Enquanto isso vamos também seguindo a história de Lliane, que foi capturada pelas tropas de Lug e feita prisioneira. Para sobreviver vai ter que se aliar e submeter aos seus inimigos. Pois como princesa tem, acima de tudo, o dever de permanecer viva. No entanto não é só ela que segue este caminho.

Outras personagens nossas conhecidas do livro anterior também o vão percorrer de modo a poderem ficar perto da princesa e protegê-la. Encontramos novamente Maheolas e ficamos a saber o que lhe aconteceu depois do seu desaparecimento. E as surpresas nesse campo, são imensas e bastante obscuras.

Não achei o livro tão apelativo como o primeiro, mas continua a ser bastante interessante, e bem mais encantador que a Trilogia dos Elfos. A escrita continua a ser fluída e as ideias interessantes. Talvez tenham sido os acontecimentos em si que não me suscitaram assim tanto interesse como os do primeiro livro. No entanto estou bastante curiosa para saber o desfecho da guerra que se mostra iminente.

A tradução está boa e a capa também tem um design bastante bom. Tal como no primeiro livro, a capa é apelativa e capta a atenção do leitor.

Ainda bem que a Europa-América decidiu continuar a apostar neste autor, pois sem dúvida que valeu a pena. Agora é aguardar pelo próximo livro para saber como a acção se vai continuar a desenvolver. – Joana Cardoso

Do mesmo autor:

Crítica: As Crónicas dos Elfos – Lliane
Crítica: Trilogia dos Elfos

Crítica: 2012



Realização: Roland Emmerich
Argumento: Roland Emmerich, Harald Kloser
Ano: 2009 (Estados Unidos, Canadá)

Site oficial
IMDb




We were warned.

Tudo começa em 2009 quando Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor), um cientista americano descobre na Índia que uma forte explosão no Sol irá provocar enormes catástrofes globais num futuro próximo. O cientista avisa o Presidente dos Estados Unidos e é iniciado uma mega operação secreta que inclui não só a construção de gigantescas arcas na China, para salvar a espécie humana e as várias espécies animais, mas também a recolha das maiores obras de arte alguma vez criadas, como a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci. Tudo isto sem avisarem a população global que o fim do mundo está próximo…

Já em 2012 conhecemos Jackson Curtis (John Cusack) um escritor falhado e pai de família divorciado, que depois de um fim-de-semana de acampamento com os seus dois filhos descobre que algo não está certo e que o governo anda a esconder algo, quando conhece um radialista louco que lhe fala das previsões do Apocalipse previsto pelos Maias para Dezembro de 2012. Entretanto pequenos sismos começam a rachar o solo da costa dos Estados Unidos (local onde vive a ex-mulher de Jackson). A partir daí a destruição global começa a abater-se sobre todos os locais do mundo, não havendo tempo para avisar ninguém, nem sequer local para as pessoas se refugiarem…

O filme é espectacular, principalmente se for visto num grande ecrã de cinema (de preferência digital). Os efeitos especiais são soberbos e existem cenas capazes de nos fazer roer as unhas de ansiedade e que nos provocavam exclamações de espanto.

Acima de tudo é também um filme familiar e divertido, onde se prova que o amor e o sentido de união entre as pessoas são armas poderosíssimas. Apesar de ter quase três horas nem se dá pelo tempo passar, o filme não tem momentos mortos e cada minuto é aproveitado para conhecermos as personagens e as suas histórias e motivações (existem personagens divertidíssimas!).

No geral acho que o filme cumpre bem a sua premissa, um grande blockbuster com efeitos especiais de bradar aos céus e com um final que agrada a todos. Fiquei apenas com desejo de ver mais cenas de destruição em cidades fora da América (a cena do Cristo Redentor a desmoronar-se no Brasil é espectacular). Existe também aquele cliché já habitual neste tipo de filmes em que algumas das personagens vão morrendo aos poucos.

Nada que não me faça aconselhar este filme a todos os que queiram passar bons momentos de entretenimento.

Resta-nos esperar pelo ano de 2012 para vermos se as profecias dos Maias se vão de facto concretizar ou não… – Diogo Martins